quarta-feira, 30 de abril de 2008

O dia que meu MESTRE partiu







Nas andanças de teatro pelo interior do país tive o privilégio e a benção de conhecer uma das pessoas mais especiais, o mestre dos palcos: Paulo Autran. Aquele que com toda dedicação e humildade, dedicou sua vida a arte dos palcos. E que com simplicidade sabia ser genial...
Em 1993, em Rosário do Sul, interior do Rio Grande do Sul, fui apresentada a ele, por Zé Barbosa. Desde então assisti à todos os seus espetáculos, participei de um workshop com ele, e me transformei numa discípula obstinada de sua arte. Na época eu tinha em minha cabeça e em meu coração, um baú de dúvidas em relação ao caminho de vida que eu acabara de escolher... E foi ele que com toda a sua grandeza de 'Homem de teatro' me motivou a não temer jamais este caminho. Certa vez escreveu-me uma carta dizendo que me achava uma menina corajosa, disse que me achava um exemplo...
Mas exemplo era ele, que me motivou a seguir em frente, que fez o vírus do teatro se fortalecer em mim. ..
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Meu mestre partiu faz dois dias, deixou o palco principal de meu coração vazio...
Me permito não sofrer com as saudades que estou sentindo, pois sei que o 'Todo poderoso' , o levou para perto de si para que não sofresse pela distância dos palcos, e onde quer que ele esteja agora há um palco iluminado. Há de ter também uma platéia atenta de olhos tão brilhantes quanto estrelas...
E sei que há aplausos sem fim.
Deus certamente está montando um espetáculo grandioso no urdimento deste mundo louco, e tem como ator principal o meu mestre, o meu amigo do coração. E sei que há um coro de anjos entoando com toda força e beleza, para ele: um




VIVA O TEATRO!!!
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Eu havia postado este texto, em 14 de outubro de 2007 por engano em um outro Blog que tenho mas lá ele estava super deslocado ...
aproveitei que tive um tempinho e postei-o aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Próxima morada: ilha de Santa Catarina

E o teatro me levou para Florianópolis/SC, no dia 17 de outubro de 1998 desembarcava no terminal rodoviário com minha trupe de teatro e muita bagagem, não de roupas, pois isto até hoje só carrego o necessário e em geral carrego apenas uma mouchila, mas a época ainda carregava a minha frasqueira cheia de apetrechos . . .quem foi nos buscar na rodoviária foi Dante Castelani, um escultor gaúcho, sediado em Santa Catarina que conhecemos numa exposição em Blumenau. a obra dele me chamou a atenção e quando percebi Nilo já estava de prosa com o Castelani e já tinha seu telefone e tudo.
O Castelani era tão artista e louco quanto a gente que indicou-nos uma casa em que havia já havia morado na Praia do Campeche. E ainda foi nos buscar na rodoviária, seu carro, se não me engano era uma caravan e ficou deitada com tanta coisa que levávamos. cenário, luz, som, e figurinos de três peças. No carro espremidos fomos eu, o Nilo e Castelani. Os guris: Gérsom e Aurélio foram de ônibus.
E assim quando vi cruzava a avenida Pequeno Príncipe...

..como se tivesse sido levada por um bando de andorinhas ou gaivotas aterrisava na Praia do Campeche.

Acima dá prá ver bem a localização de Florianópolis/SC e abaixo a localização da Praia.


No campeche vivi momentos difíceis, mas também vivi a realização de alguns sonhos. Viver numa casa próxima ao mar. Da janela de meu quarto eu via o mar e da janela da sala a montanha. E nesta época dormia e acordava com o barulho do mar. O outro sonho que estava realizando era o de viver em Floripa. . .
Não fiquei muito tempo no Campeche, pois logo o destino como aves me puxassem me levou para outro lugar...mas esta eu conto no próximo post.
das coisas mais encantadoras que me ficaram guardadas do campeche sem dúvida foi a deslumbrante natureza, ainda bruta. Entre o morro e o mar. A lua linda. Um senhor de nome Alexandrino, creio eu que me contou do seu Perry...
Que eu fiquei sabendo depois que era o saint Exuperiè que viveu algum tempo no campeche, e que fez alguns dos primeiros Vôos interoceânicos.
E andando no Campeche acredito que ali ele escreveu pelo menos parte de seu famoso livro: O Pequeno Príncipe, que dá nome a avenida principal do campeche.
No mar do campeche mesmo nunca entrei, pois ainda tinha medo de mar naquela época...



Mas ia bastante ao mar para admirá-lo...



e andava pela praia a me perder de vista...
mas não me perdi por aí...

sábado, 15 de setembro de 2007

Itinerância

Cruz Alta/RS fica na Região noroeste do Rio Grande do Sul...lá eu vivi alguns meses de minha vida, conheci muitas cidades, muitas pessoas. Lá tínhamos a Santa, uma cadela que um dia apareceu na porta do lugar que vivíamos. Nos afastamos de lá cerca de um mês e quando voltamos ela estava lá na porta de nossa casinha...e até hoje penso, se a Santa não estará lá nos esperando???



Grupo de Danças Folclóricas do município: "Chaleira Preta"-Quando chegamos a cidade ficamos hospedados um bom tempo na Lese cia de Dança, academia de dança onde estava sediado na época o Grupo, então as vezes assistíamos os ensaios deste Grupo que é vencedor de diversos Festivais de dança folclórica mundo a fora. Eles mostram também que o Brasil não é só samba e que o folclore brasileiro é bem mais vasto do que se imagina.






Érico Veríssimo
-tive o prazer de na época que estava em Cruz Alta conhecer Mafalda Veríssimo, fui apresentada a ela em Porto Alegre por Paulo Autran.Também tive o prazer de ler vários livros dele quando estava lá e perceber locais que ele descreve em seus livros, como a estação de trem, o bairro ferroviário, e o homem gaúcho. Pude ver o típico homem dos pampas correndo em seu cavalo nas manhãs frias.

Quando íamos apresentar em algum município da região, saíamos em geral às 4:30, 5:00 da manhã, e víamos o sol nascer na estrada iluminando as plantações de trigo e soja da região.
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Nos anos seguintes (1993, 1995, 1996) as viagens com a Cia z só aumentaram, e além de atriz me transformei também em produtora. Em 1997 saímos easy rider pelo estado, e não tínhamos endereço fixo, mas o destino acabou nos levando a Cruz Alta/RS e lá fizemos uma base temporária da Cia Z.
Dali desbravamos um sem fim de municípios. A posição geográfica do município é ótima. De lá alcançamos o oeste de Santa Catarina, e todos os municípios da redondeza.
Lá o vento é inigualável...Há poesia no ar!!!E ler Érico Veríssimo depois de estar na pacata Cruz Alta é outra coisa. Lá comecei a me dedicar bem mais a leitura e a escrita, talvez inspirada pelos lírios do campo sacudidos pelo tempo e pelo vento da região.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

E nunca mais parei de fazer teatro

1997 elenco do espetáculo "Eu chovo, Tu choves, Ele chove..."-Ijuí/RS (Gérsom Melo, Cristiane Hoffmeister-Tiry, Vanessa Albuquerque, Eu e Aurélio Bastos.)

De 1993, quando voltei do Uruguay, até...não parei mais de atuar...viajei por todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná. Virei itinerante...

E um dia decidi ir estudar no Rio...tem sempre um Rio na minha vida, eu digo...

Vacaciones trabajando en Punta del Este Fines de semana en Melo


Punta del Este, balnerio uruguayo ubicado en una peninsola del Departamiento de Maldonado.Uno de los balnearios más conocidos del mundo.


Cuando vivía a Montevideo pasé muchos de mis fines de semana en Melo -Cerro Largo, pacata ciudad de la frontera de uruguay con el Brasil. A los sabados tenia clase de ingles y de literaturas española, pero siempre inbentava una história y iba a dedo con mi novio hasta Melo.


Los niños uruguayos de la escuela( 1º a 6º año), allá todas las escuelas tienen el mismo uniforme, con la tradicional moñia azul en el cuello.


La vida en Punta Del Este
Mi sueño de niña se hizo realidad cuando con diézocho años conoci la península, donde se ubica uno de los balneários más lindos del mundo:Punta del Este . La ciudad se queda en el departamiento de Maldonado, y és uno de los liugares más hermosos que hé conocido en mi vida.

Tenia miedo de la mano imensa de la parada numero uno de la brava, pero siempre la encontré hermosa. En el dia qué sube qué mi.


hermano había sumido en el mar , en Brasil...no podía mirar la mano...me desesperaba. Solo unos años después supe qué el artista hizo tal obra en homenaje a su hermano qué se murrió ahogado bién allí.
Cuando conocí Punta Del Este quedé encantada qué lugar hermosa, qué maravilla de lugar, y mi vida mismo llena de trabajo era muy buena alli, pués conoci mucha gente, vivi muchas cosas.

Terrazas de Manantiales, donde trabajé en jan de 1992
En mis vacaciones pasaba trabajando en Punta del Este, uno de los lugares qué trabajé fué en las Terrazas de Manantiales, trabajava como moza, y llevaba água en las cuadras de padle y tenis.Allá conocí la Familia Amarillo, amigos qué hasta hoy llevo en el corazón.

Recuerdos de mi segundo país




Recuerdos
Artigas en su caballo
poesia en la vereda
pancho
dulce de leche
diézocho de julio
entrevero de ideas
en la plaza
sandwich helado
manos heladas
corazon caliente
en medio a la gente
y el sol de una bandera a acalentar
mis deseos
Parqué rodó
a rodopiar
arboles a volar
ruleta y suerte
destino y aventura
centenario
nacional
bulevar a me llevar
no sé donde
no sé donde...

Luciá Tavares


Nacional del Corazón


Centenário

















Los alfajores










El mejor qué hay:


Dulce de leche












Plaza Independência

(Artigas en su caballo)



Plaza del Entrevero
Deitava na praça para pensar na vida

minhas idéias:um "entrevero"

uma bagunça sem fim
Rio de la Plata -Rambla de Montevideo


A tardinha matava aula no Liceu Rodó, ali na Andes, só para ver o pôr de sol no Rio de la Plata, comia alfajor, tomava pomelo e voltava ao Liceo, para as aulas práticas de Biologia, para ver pequenos seres no microscópio.E também as aulas de desenho, onde desenhávamos folhas secas das ruas arborizadas de Montevideo.
Mas também matava aula, para ir até o Teatro Solis bem pertinho do Liceo.
E na porta da ciudad vieja
via Artigas imponente em seu cavalo...
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Tem sempre um Rio na minha vida...

Tem sempre uma saudade

Nos anos que vivi

por lá

meu coração estava aqui

hoje meu coração

está sempre voando

e com saudades

vai parar lá...
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Morei dois anos em Montevideo
mas até hoje
me sinto uma
uruguaya.
E nunca fui tão brasileira como
nos anos que vivi lá.
Luciá

No Nordeste

O Rio Tocantins


Bumba
meu boi




Aos 12 anos fui morar em Imperatriz/MA,as margens do Rio Tocantins, eu e parte de minha família atravessamos o Brasil de carro, nunca mais fui a mesma depois desta viagem.Sem falar que passei a entender que certos costumes são culturais, e que nem sempre o que temos como verdades são de fato verdades...o certo é relativo!!!
Mas uma coisa é certa:
viajar é muito bom.