E o teatro me levou para Florianópolis/SC, no dia 17 de outubro de 1998 desembarcava no terminal rodoviário com minha trupe de teatro e muita bagagem, não de roupas, pois isto até hoje só carrego o necessário e em geral carrego apenas uma mouchila, mas a época ainda carregava a minha frasqueira cheia de apetrechos . . .quem foi nos buscar na rodoviária foi Dante Castelani, um escultor gaúcho, sediado em Santa Catarina que conhecemos numa exposição em Blumenau. a obra dele me chamou a atenção e quando percebi Nilo já estava de prosa com o Castelani e já tinha seu telefone e tudo.
O Castelani era tão artista e louco quanto a gente que indicou-nos uma casa em que havia já havia morado na Praia do Campeche. E ainda foi nos buscar na rodoviária, seu carro, se não me engano era uma caravan e ficou deitada com tanta coisa que levávamos. cenário, luz, som, e figurinos de três peças. No carro espremidos fomos eu, o Nilo e Castelani. Os guris: Gérsom e Aurélio foram de ônibus...como se tivesse sido levada por um bando de andorinhas ou gaivotas aterrisava na Praia do Campeche.

No campeche vivi momentos difíceis, mas também vivi a realização de alguns sonhos. Viver numa casa próxima ao mar. Da janela de meu quarto eu via o mar e da janela da sala a montanha. E nesta época dormia e acordava com o barulho do mar. O outro sonho que estava realizando era o de viver em Floripa. . .
Não fiquei muito tempo no Campeche, pois logo o destino como aves me puxassem me levou para outro lugar...mas esta eu conto no próximo post.
das coisas mais encantadoras que me ficaram guardadas do campeche sem dúvida foi a deslumbrante natureza, ainda bruta. Entre o morro e o mar. A lua linda. Um senhor de nome Alexandrino, creio eu que me contou do seu Perry...
Que eu fiquei sabendo depois que era o saint Exuperiè que viveu algum tempo no campeche, e que fez alguns dos primeiros Vôos interoceânicos.
E andando no Campeche acredito que ali ele escreveu pelo menos parte de seu famoso livro: O Pequeno Príncipe, que dá nome a avenida principal do campeche.
No mar do campeche mesmo nunca entrei, pois ainda tinha medo de mar naquela época...





Nenhum comentário:
Postar um comentário